
Meus finais de semana têm sido cheios de historias... Historias sensacionais pra mim, mas com certeza sem graça nenhuma pra qualquer pessoa.
"...Era madrugada, quase amanhecer, eram 4 da madrugada. Sobre meus braços, uma cabeça repousada. A descansar os pensamentos turbulentos, tambem acalmava, aquele que com a mão lhe afagava.
Pensamento igual, sofrimento igual, saudade igual.
Ela esperava uma chegada que jamais aconteceria. O retorno de um sorriso, de uma pessoa que simbolizava alegria.
A peça que faltava Ele encontrou, e segurava seu pranto enquanto a digeria. O retorno de um sorriso, de uma pessoa que simbolizava alegria.
Pensamentos são mudos, calados, quietos, se quer existem ao universo exterior.
Mas eles acontecem.
Pensamentos ultrapassam barreiras da comunicação.
Pensamentos são mudos, calados, quietos, chega a ser o universo, que cada um guarda em seu interior.
E esses pensamentos estavam acontecendo, Milhoes e milhoes por segundo,
paradoxalmente, à velocidade em que as mãos acariciavam a face, o corpo, a boca... Anunciando a vontade secreta: beijá-la.
Existia ali o carinho, o apego, existia até uma certa paixão.
Coisas simultaneas conteciam ali. Uma era mutua, a outra quase que se repelia. As ações eram mutuas, os pensamentos eram mesmo lado do polo de dois imãs...
Mas a sincronia, a sinergia era fatal, e tornou o inevitavel, realidade: Um beijo aconteceu.
Foi cinematografico, quase que em câmera lenta, Sentia-se certo medo, frio na barriga, como quem não sabe beijar e está a um segundo de o fazer. Não era tudo inédito, mas tudo era novo (incoerênte? Pense melhor!)
Primeiro o toque no rosto.
Depois a mão desliza suavemente, lentamente até os lábios.
Os olhos se fecham automaticamente.
A resperição ja está sincronizada.
Menos de uma polegada separa uma boca da outra.
Um ultimo momento de hesitação. É um pouco do medo que cresce de forma assustadora.
Os labios se tocam, as bocas se abrem pouco e sem pressa, o coração dispara, o sangue borbulha nas veias, o corpo todo se torna mais sensível a cada mínimo toque, os corpos se puxam...
Primeiro o gosto da boca. Depois da saliva. Depois a textura da lingua. A rigidez. Os movimentos. A velocidade.
Os pensamentos são um só. Mas são dois corpos.
Os corpos são dois. Mas é um ato só.
O cheiro do perfume toma conta do ambiente.
E você ja está embragado, entorpecido, viciado.
São dois corpos, mesmos pensamentos, um ato.
A saliva se mistura nas bocas. As linguas se tocam nas bocas. As bocas se tocam. E nada mais existe alem do beijo. Naquele momento o universo é um beijo. O universo externo é o mesmo que o universo interno. Não existe diferença, timidez, não existe máscara, não existe quem possa ver, não existem que se importe. E assim você baija uma menina de um jeito que todos os beijos deveriam ser, um beijo especial. Sem tecnicas, sem cronograma, sem preocupação. A sincronia acontece, o ritmo acontece, o beijo acontece.
E os 2 minutos, são tempo suficiente para viajar em dois universos.
Os dois minutos são como uma fruta silvestre, colhida diretamente da arvore: nessa fruta ha o medo de encontrar um bicho, de a outra metade estar podre... Mas não ha o agrotoxico, nem é preciso lavar a fruta. Ha muito mais gosto, é fruta saborosa, deliciosa. Alem claro dessa espectativa, desse medo de não saber o que realmente pode estar comendo.
Assim é um beijo especial. Não se sabe o que esperar. Existe certa tensão de não saber o que vai ter, que gosto vai sentir.
Um beijo especial, é aquele que sempre parece ser o primeiro, mesmo que seja o ultimo. É como a fruta silvestre, tem seu gosto delicioso... E o ato de beijar uma boca, não é só mecânico, é um mundo proveniente de um surrealismo calmo, doce, leve.
Assim foi o beijo.
Talvez, tenha sido o ultimo com gosto de primeiro, talvez se repita só nas lembranças...
De qualquer forma, foi inesquecivel. Um beijo especial, de fato.
Eu viveria por beijos, eu encontraria mil bocas pra beijar, se quisesse assim. Encontraria bocas pra beijar mais que minha boca por nenhuma palavra, nenhum afeto, nenhum tipo de comprometimento sentimental. Sem nenhum remorso.
Mas eu busco beijos que me deixem sorridente o dia todo, com o gosto e o cheiro da pessoa na lembrança por toda uma semana inteira.
Eu sou do tipo patetico. E sou assim me vejo feliz.
Se tiver sido o ultimo, foi como se fosse o primeiro. Muito melhor do que se tivessem sido mil primeiros beijos, todos com gosto amargo do ultimo.
A paciência, a dificuldade, são correspondidos na alegria que me trouxe.
=]
Izagüela <3
humm... ja até sei!
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